Marta recebeu uma chamada importante naquele dia. Era do sindicato dos armadilheiros, informando que havia um monstro em uma plantação, mas ninguém ainda havia conseguido capturá-lo. Por isso, decidiu chamar a melhor de todas as armadilheiras para esse trabalho. Marta já estava acostumada com esse trabalho, estava ainda mais acostumada a ser elogiada pelo seu brilhantismo em criar armadilhas perfeitas para monstros.
Bem, sendo honesta, os monstros só recebem esse nome por serem criaturas estranhas, mas, na realidade, não são monstros como o bicho-papão. Eles são apenas pessoas com estranhas habilidades mágicas que o sindicato dos armadilheiros prefere esconder da população comum. A armadilheira pegou todo o seu equipamento para captura de monstros. Por sorte, todos eles cabiam na sua super-maleta de armadilhas adquirida na SOUP Inc. Depois, subiu em sua caminhonete e zarpou para o local.
Chegando lá, viu que uma parte significativa da plantação tinha sido esmagada pelo que parecia uma criatura grande e pesada. Ela observou atentamente as pegadas no chão.
Seguindo o rastro de destruição deixado pela plantação, ela finalmente avistou a criatura, ou melhor, pessoa monstrificada — era alta, robusta, com a pele semelhante a uma casca de árvore. Toda ela era verde-escura e estava apenas parada, seus pés pareciam ter afundado na terra, enquanto seu cabelo abria-se como uma flor.
O primeiro ato de Marta foi pegar a sua câmera e tirar uma foto. Então, enviou-a para o sindicato dos armadilheiros. Enquanto esperava o relatório, ela vasculhou a área com a sua superlupa digital dos armadilheiros SOUP Inc. e achou um fio de cabelo preso em uma das plantas. Pegou-o e colocou-o no superexaminador de material biológico.
Enquanto esperava o resultado, continuou observando a besta parada. Algo parecia se mover dentro da barriga dela. Ela parecia estar inchando como uma massa de pão caseiro.
Então saiu o relatório do sindicato: monstro não identificado.
Marta pulou de felicidade. Gostava de capturar monstros, mas preferia quando capturava monstros que ainda eram desconhecidos pelo sindicato.
O primeiro teste que Marta aplica nos monstros é usando o superarpão microscópico de diamante SOUP Inc. Ele é usado para verificar a capacidade de resistência de um monstro. Então, ela mirou o arpão e atirou. O monstro nem sentiu a picada, mas foi o suficiente para Marta ter a resposta: o monstro tinha surpreendentes 20 pontos de resistência.
Depois, utilizando o superlaser medidor de saúde SOUP Inc., ela descobriu que o animal tinha surpreendentes 10 pontos de vida. Sem dúvidas, era um ser extremamente resistente. Faltava medir o ataque. Para isso, usava a superisca SOUP Inc., um pequeno drone que pentelha o monstro até ser atacado.
Ela lançou o drone. Então, ele passou a picar o monstro, que se mantinha parado, mas agora tinha o dobro do tamanho original. Depois de alguns minutos, o monstro abriu os olhos por coincidência, viu o drone e deu um peteleco. O drone mal sentiu: eram apenas 2 pontos de ataque.
Por fim, Marta recebeu o relatório do analisador de amostras biológicas, deixando claro que o monstro era resultado de uma mutação com uma célula de árvore.
Ela então elaborou seu plano de como capturá-lo. Primeiro, tentou com a arma sedativa, mas não fez efeito. Depois, tentou com o disparador de redes. O monstro percebeu e rasgou a rede facilmente. A terceira tentativa foi com o raio paralisante, que não teve efeito algum, pois o monstro já estava parado.
Então Marta teve a sua melhor ideia. Saiu da tocaia e começou a andar em direção ao monstro, que, quando a viu se aproximar, ficou com medo e correu um pouco. Ela notou que pareciam nascer nele duas pernas adicionais e um braço.
Voltou a correr atrás, e ele continuava a fugir, mas sempre parava mais cansado que anteriormente. Em uma dessas vezes, a besta começou a se tremer, tremer e tremer. Então, como em um estalo, o que antes eram apenas membros extras se transformou em uma novíssima besta ao seu lado — um clone que também começou a correr, mas em outra direção.
Marta decidiu continuar tentando capturar o monstro original e deixar o clone para depois. Foi isto que fez: continuou correndo, e o monstro, fugindo, até que finalmente caiu no chão, desmaiado de tanta exaustão.
O monstro, já cansado, foi arrastado para uma gaiola. Ela realizou minuciosamente o mesmo procedimento com o clone e, finalmente, Marta pôde levá-los para o sindicato dos armadilheiros. Lá, ela os batizou como Diascutum duplicatum, aos aplausos da plateia.
Os monstros foram enviados ao Monstro-ário, um espaço seguro onde eles podem viver felizes, como em seu habitat natural.
Diascutum duplicatum
R: 20 + 4 V.M.
V: 10 + 3 V.M.
A: 2 + 2 V.M.
M: 75 − 1 V.M.
P.E.E.: Fica invulnerável por 3 rodadas e só ele pode ser atacado.
P.E.: Ao custo de 100 de mana, pode clonar-se a cada 6 rodadas.