São muitos vendedores para poucos Um mercado de pulgas quase vazio Eu pego meu lápis, escrevo alguns soltos Inútil tentar, agora está tão vazio Bem, na verdade, sempre foram poucos E, se for buscar os amigáveis, volto vazio Os homens, um egoísmo imenso, soltos Em manancial de um sonho vazio Não adianta falar aos poucos Têm necessidade de leitor vazio Quão brigas infantis sobre textos soltos E todo o conteúdo é vazio Não deveria ser um bando de poucos Para além das fronteiras, está tudo vazio Muitos, muitos, solitários, soltos Em busca de uma tribo sem vazio O erro sou eu, por não ter poucos Talvez queira para mim um mundo vazio Assim não teria tantos versos soltos E estaria no conjunto e não no vazio Levanto pela manhã, aos poucos Leio mais textos em todo o meu vazio Deveria ser por muitos, mas são soltos Solitários e sedentos no pleno vazio Não é por amor, amor é para poucos Eu não amo isso, tanto, no vazio Talvez intelectuais sejam demais, soltos Para o meu interesse vazio Intelectual, não. Lida por poucos Em manhãs de céu vazio Sob uma rede de lençóis soltos Para que não fosse tão vazio A minha vida é de quase nada em poucos Não estou interessada em vaso vazio Mas seco? Ou seco para os soltos? Perdidos como eu? Perdidos no vazio